O que são chargebacks e qual a diferença entre chargeback e estorno?
Chargebacks são uma realidade no processamento de pagamentos com cartão e podem impactar diretamente a operação de produtores digitais. Compreender seu funcionamento e diferenciá-los de estornos é fundamental para uma gestão financeira mais segura e previsível.
O que é um chargeback?
O chargeback é a contestação de uma transação realizada com cartão de crédito ou débito, solicitada pelo titular diretamente ao banco emissor.
Após a solicitação, a instituição financeira inicia um processo de análise e pode determinar a reversão do valor da compra, independentemente da ação do produtor ou da plataforma. Trata-se de um procedimento conduzido exclusivamente pelo banco e pelas bandeiras de cartão.
Diferenças entre crédito e débito
- Cartão de crédito: apresenta maior incidência de chargebacks e prazos mais amplos para contestação.
- Cartão de débito: possui prazos mais curtos e, em alguns casos, limitações para reversão após a liquidação da transação.
Diferença entre chargeback e estorno
Embora ambos envolvam a devolução de valores ao cliente, há diferenças importantes na origem e no controle do processo:
Estorno (reembolso voluntário)
O estorno é realizado pelo produtor, geralmente dentro do prazo de garantia ou conforme sua política de reembolso. Nesse caso, a devolução é feita de forma direta e controlada pela plataforma.
Chargeback (contestação bancária)
O chargeback é iniciado pelo cliente junto ao banco emissor, sem intermediação do produtor. A decisão sobre a devolução do valor é de responsabilidade da instituição financeira.
Papel da Sunize no processamento de pagamentos
A Sunize atua como intermediadora no processamento de pagamentos, oferecendo infraestrutura para transações via cartão, Pix e boleto, além de mecanismos de segurança antifraude.
No entanto, a responsabilidade sobre:
- Entrega do produto ou serviço;
- Conformidade da oferta;
- Suporte ao cliente.
é integralmente do produtor.
Em situações de disputa, é essencial apresentar evidências que comprovem a legitimidade da transação, como entrega, acesso ou prestação do serviço.
Principais motivos de chargeback
Os chargebacks podem ser motivados por diferentes fatores, sendo os mais comuns:
- Transações não reconhecidas (fraude ou uso indevido do cartão);
- Não recebimento do produto ou serviço;
- Divergência entre a oferta e o que foi entregue;
- Cobranças duplicadas;
- Falhas no processamento de cancelamentos ou reembolsos.
Como funciona o processo de chargeback
De forma geral, o fluxo segue as etapas abaixo:
- O cliente registra a contestação junto ao banco emissor;
- O banco inicia a análise e pode solicitar a reversão do valor;
- A Sunize é notificada pela instituição financeira;
- O valor é debitado do saldo do produtor durante o processo de análise.
Prazo de análise
O prazo para conclusão de um chargeback pode variar entre 30 e 120 dias, de acordo com as regras do banco emissor e da operadora do cartão.
Taxa administrativa
Nos casos em que o chargeback é confirmado pela operadora, é aplicada uma taxa administrativa de R$ 60,00 por ocorrência, referente aos custos operacionais do processo.
Impactos na operação
Um volume elevado de chargebacks pode resultar em:
- Bloqueios temporários ou permanentes da conta;
- Aumento de taxas e retenções financeiras;
- Restrições operacionais junto a parceiros de pagamento;
- Comprometimento da reputação financeira.
As principais bandeiras de cartão de crédito, como Visa e Mastercard, realizam uma fiscalização constante e impõem penalidades às empresas que ultrapassam os índices aceitáveis de chargeback. Tais sanções podem incluir multas, aumento de taxas ou, em situações extremas, a suspensão do direito de oferecer pagamentos via cartão de crédito na plataforma.
Por isso, na Sunize, o índice máximo tolerado de MEDs e chargebacks é de 1% - 2%. Controlar esse indicador é indispensável para garantir a sustentabilidade da operação e preservar boas relações com os meios de pagamento.
Como prevenir o chargeback
Para reduzir a incidência de chargebacks, recomenda-se:
- Apresentar descrições claras e precisas dos produtos ou serviços;
- Alinhar expectativas com o cliente antes da compra;
- Disponibilizar políticas de reembolso de forma transparente;
- Manter canais de atendimento eficientes;
- Registrar evidências de entrega, acesso e aceite dos termos.
A compreensão adequada dos chargebacks e de suas diferenças em relação aos estornos permite uma gestão mais eficiente das vendas e contribui para a sustentabilidade da operação dentro da Sunize.
Chargeback mesmo com entrega realizada
Mesmo em casos de entrega comprovada, o chargeback pode ocorrer, especialmente em situações de alegação de uso indevido do cartão. Por esse motivo, é indispensável manter registros completos e organizados de todas as etapas da transação.
Contestação de chargeback
A contestação é possível quando há elementos que comprovem a regularidade da transação.
Entre as evidências que podem ser utilizadas, destacam-se:
- Registros de acesso à área de membros ou entrega do produto;
- Comprovantes de utilização do serviço;
- Histórico de comunicação com o cliente;
- Termos e condições aceitos no momento da compra;
- Política de reembolso clara e disponível.
A Sunize pode auxiliar no encaminhamento dessas informações às instituições responsáveis, quando aplicável.
Se tiver dúvidas durante o processo, nosso time de suporte está disponível para ajudar.
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Atualizado em: 18/03/2026
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